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Embocaduras - Tipos e materiais

Escrito em 19 de Abr. de 2017

Embocaduras - Tipos e materiais

As embocaduras são o elo de ligação da mão do cavaleiro à boca do cavalo e devem ser escolhidas tendo em conta vários factores:

- O bom estado da boca do seu cavalo;
- O nível de ensino e as capacidades físicas do seu cavalo. Não adianta utilizar uma embocadura "forte" e pedir ao seu cavalo que ele faça o impossível;
- A sua acção de mãos;
- Utilizar o tamanho ideal para o seu cavalo. Demasiado pequeno irá ferir a boca do cavalo. Demasiado grande, a acção prevista será imprecisa. O tamanho ideal será quando fizer duas "rugas" ligeiras nos cantos da boca.
- Quanto mais grossa for a embocadura, mais suave será para o cavalo.

Deve ter em conta que existem diversos materiais e tipos que constituem as embocaduras. Aqui fica uma explicação de cada uma delas.

MATERIAIS:

  • Ferro cromado e aço niquelado - São, em geral, as embocaduras mais económicas. O depósito de óxido, por vezes, proporciona um efeito relaxante.
  • Aço Inoxidável - O material mais utilizado por ser resistente e confortável para o cavalo. Com acabamento brilhante.
  • Aço Inoxidável Satinado - Resistente e confortável, tal como o aço inoxidável, mas com acabamento matte (sem brilho).
  • Aço Inoxidável forrado de Couro - Com couro de vaca plena flor, curtido de forma vegetal, sem riscos para o cavalo. Favorece a salivação e relaxamento. Ideal para o desbaste de cavalos novos ou para cavalos que não aceitam embocaduras metálicas.
  • Borracha - Permite um contacto mais franco com os cavalos que não aceitam a dureza do aço ou que fazem alergia.
  • Flexi/Happy Mouth - Fabricados em aço inoxidável cuja embocadura está coberta de um material sintético de alta tecnologia com um ligeiro sabor a maçã, o que se torna agradável para o cavalo e mais fácil de este aceitar a embocadura.
  • Alpaca - Uma junção de vários materiais em que, a percentagem maior, é de cobre. Favorece a salivação para evitar que o cavalo tenha a boca seca e ajudando assim no relaxamento do mesmo.
  • Cobre - Efeito relaxante graças à libertação de iões que favorem a salivação do cavalo.
  • Cyprium - Junção de cobre, alumínio e ferro, sem níquel nem zinco. Favorem a salivação e, consequentemente, o relaxamento do cavalo. Têm um tacto mais quente e é assim mais facilmente aceite do que o aço inoxidável. Tem uma resistência à tensão muito alta e são embocaduras de gama muito alta.
  • Titânio - Particularmente ligeiro e resistente. É um dos metais mais biocompatíveis e antibacteriano poistem uma capa de bióxido que cobre naturalmente o titânio e permite eliminar um grande número de bactérias (estafilococos, estreptococos, bacilo do carvão, legionela, etc). Tem propriedades magnéticas que permitem criar uma alta protecção contra os campos magnéticos terrestres que são responsáveis por numerosos comportamentos anormais tanto humanos como animais. Conserva-se sempre numa temperatura constante e agradável ao tacto. Favorece a salivação e por isso o relaxamento dos músculos da boca e pescoço do cavalo. Totalmente compatível com os ossos e tecidos moles do cavalo.

Tipos:

  • Bridão 2 Anéis - Caracterizam-se por uma grande variedade de modelos e de efeitos possíveis mas, no geral, são embocaduras de acção directa na boca com um ligeiro efeito elevador. Um bridão recto será mais severo que um bridão partido e, quanto mais fino for, mais "duro" será para o cavalo.
  • Bridão Oliva - Os bridões oliva têm uma embocadura simples, mais suave em geral, e não representa nenhum risco de beliscar os cantos da boca do cavalo. Os anéis são fixos e o efeito de acção da mão é mais directo.
  • Bridão D (tipo Verdun) - Este bridão tem uma embocadura simples cujos anéis são em forma de "D" e permite canalizar ligeiramente a cabeça. A sua acção é um pouco mais forte que um bridão oliva.
  • Bridão c/ Anéis Grandes - Quanto maiores são os anéis, mais canalizam o cavalo. A sua acção é suave e ligeiramente relaxante, bridões com anéis de 90mm substituiem a utilização de outras embocaduras e podem ser utilizados em cavalos jovens. É uma alternativa aos bridões de travincas pois o seu efeito combinado actua simultaneamente sobre o marco lateral e na direcção e, contrariamente a um bridão normal, os anéis não entram dentro da boca do cavalo. A sua acção é directa na boca e produz um efeito elevador ligeiramente amplificado devido ao tamanho dos anéis, ajudando ao reequilibrio e permitindo, se necessário, um agarre em mão mais alto.
  • Bridão Travincas - Tem uma acção simples sobre a boca e não é muito diferente de um bridão 2 anéis ou oliva. A sua particularidade é a de rodear a parte alta do nariz e evitar que oscile e dirigir melhor o cavalo. Utiliza-se em cavalos jovens pouco familiarizados com as ajudas ou em cavalos adultos que têm carências de flexibilidade que há que corrigir. A utilização de passadores para fixar as pernas superiores à faceira é fortemente aconselhado.
  • Bridão Elevador - Tem uma acção muito precisa sobre o equilibrio do cavalo. Obriga a endereçar a integralidade do quarto dianteiro e obriga a transladar o peso no quarto traseiro. Necessita da utilização de faceiras especiais. 
  • Bridão "Pessoa" - Pode ter 3 ou 4 anéis em altura, ajuda a libertar o cavalo e reequilibrar cavalos que baixam demasiado a cabeça e sobrecarregam a frente. A dimensão dos anéis permite também canalizar os problemas de direcção. A potência da acção depende da dimensão da embocadura e da posição das rédeas nos anéis. Colocação das rédeas no anel inferior: efeito muito forte. Montar com duas rédeas (uma no anel centraol e outra no anel inferior): permite variar os esforços mas necessita grande habilidade. Com uma ponte para juntar o anel central ao inferior (francalete): efeito intermédio mas menos preciso.
  • Bridão Baucher - Facilita o balanço da nuca e a soltura com um ligeiro efeito de alavanca. Permite endereçar os cavalos que carregam um pouco demasiado os anteriores.
  • Pelham - Tem um efeito bastante forte para solicitar uma "soltura" de autoridade e uma toma importante sobre a frente. Deve ser utilizado em cavalos com propulsão. Pode ser utilizado: com rédeas directas, com 2 rédeas (no anel central e inferior) ou com francalete para um efeito intermédio que permite atenuar a severidade da embocadura.
  • Freio - Para utilização juntamente com um bridão (freio-bridão) para um efeito elevador. Tem um efeito forte redutor de altura actuando como alavanca sobre as barras e a língua. Utiliza-se com duas rédeas (uma no freio e outra no bridão) e pede um nível equestre correcto pois a sua utilização pode ser bastante severa.
  • Goyoaga - O bridão espanhol ou goyoaga é muito utilizado no trabalho no plano e tem uma acção bastante forte porque se utiliza com barbela e então faz pressão sobre as barras com um efeito de alavanca. Utiliza-se principalmente em cavalos que têm muita propulsão natural.
  • Freio de Treino - Provenientes da equitação western mas também utilizados na equitação clássica. A embocadura e os anéis movem-se de forma independente o que permite que o cavalo "brinque" com a embocadura e relaxe. Tem um efeito forte se o cavaleiro tiver umas mãos rijas. A utilizar apenas por cavaleiros experientes-
  • Western - Existem muitos modelos western mas todas têm um efeito de alavanca muito forte e por isso devem ser utilizadas com moderação. A equitação western é conhecida por se utilizar as rédeas "largas" e com ligeiras pressões apenas para reequilibrar o cavalo.
  • Bridão 4 anéis - Composto por um bridão simples e por 2 anéis que se inserem no mesmo para que este se mova livremente. Coloca-se as rédeas em 2 anéis e as faceiras nos restantes 2 anéis. É muito relaxante pois move-se livremente na boca mas torna-se muito severo em mãos duras. Pode ser utilizado no engate.
  • Barcelona, Borboleta e Liverpool - Freios de engate com efeito de alavanca. Quanto mais em baixo se colocar as rédeas, mais severos se tornam.
  • Chifney - Utiliza-se na apresentação à mão de garanhões. Tem uma acção violenta e directa sobre as barras quando o cavalo se empina. Nunca se utiliza para montar.
  • Embocadura Rotatória - Composta por canhões ocos desunidos na junção da embocadura partida. Cada canhão roda independentemente do outro enquanto que a articulação roda no interior dos canhões. A acção obtida assim é muito mais precisa e directa o que proporciona maior controlo sem risco de beliscões dado que a articulação roda em função da posição da lingua e da acção da mão do cavaleiro.
  • Bridão Tripartido/Anatómico - Pelo seu design, a embocadura de três peças com uma elipse maciça adapta-se perfeitamente à conformação da boca do cavalo. Respeita a forma do paladar e evita feridas e beliscões de uma embocadura partida simples. A comodidade do cavalo é melhorada e a acção da mão mais precisa.
  • Hackamore - Não actua na boca do cavalo, porque não possui canhões, mas sim no nariz (chanfro). A força do efeito depende de dois requisitos: a largura da focinheira, quanto mais fina, mais severa se torna, e do comprimento das pernas que, quanto mais longas, aumenta o efeito de alavanca.

Todas estas embocaduras podem ser encontradas no nosso website, na secção de embocaduras.
http://breyerhorsesportugal.shopk.it/category/embocaduras

Caso não encontre o que procura ou tenha alguma dúvida adicional, deve contactar-nos através do nosso e-mail bhorsespt@gmail.comdo nosso Facebook ou através da janela de chat situada no canto inferior direito do nosso website.

BHP


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